Em um dia de pouco sol
Frio de neblina
Eu lá na esquina
Esperando você
E procurando me esconder
Dos homens que passavam
O vento me cobria
Parecia anoitecer
Mas quando você foi vista
Parecia enrolada
Porque ainda me via
Bem em frente na calçada
O cara que passou
Resolveu voltar rápido
Você pegou as coisas
E a gente fugiu em um passo
E como quase todos os dias
Você se atirou pra mim
Deu-me seu corpo
Sua alma? Sim
E passava a mão
No teu corpo claro
E como felizardo
Tinha-te para mim
Seus cabelos castanhos
Bonitos, lisos...
Entrelaçavam-se em meus braços
E eu? Ah que risos...
E eu alegre
Feliz de amor
Queria-te sempre
Com muito ardor
Queimava em mim
Paixão por ti
Que aquele cara
Não transmitia assim
Tocando em suas partes
Enlouquecia cada vez mais
Era ardente feito fogo
E queria mais
E depois daquele belo dia
Que passávamos juntos
Deixei-te em casa
Como nos costumes
Só diferente ainda
Não sabia que encontraria
Teu homem assim
No meio de mim
Porque como triste erro
A hora do enterro
Estava por vir
Agora o que fazia
Eu ali parado
Com medo da vida
Errante no passado
Procurei em minha mente
Um caminho pra resolver
Um problema tão perto
Difícil de fazerCorri com medo
Peguei-te na janela
Em hora de sono
Eu te queria de algum jeito
Não tinha uma forma de te ter?
Só porque era casada...
E perdi a minha amada
Para sempre sem ver
E agora lembrando
Da tua vida amarga
De meus delírios anchos
De tua boca rosada
Ah! Porque acabou assim?
Porque não puderes ficar comigo
E de castigo
Eu morro no fim
E como desejavas
Não achei outro amor
Que poderia me saciar
Como você
E lembro triste das nossas noites deitados
Em camas com seda
Em que apaixonados
Vivíamos em sede
Sede de amor
Sede de teu corpo
De tua pele
Sede do teu gosto
Sede de suas pernas
Sede de tua face
Dos cabelos castanhos
Do teu cheiro
Sede de você
Que como em outras noites
Lembrava até o amanhecer
De viver ao lado teu...
Minha Lembrança
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